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Antes morta do que básica

Posted on1 Week ago 764

Neste post vou contar-te o que me aconteceu no sábado com uma mulher, um andador e uns sapatos que diziam muito mais do que parecia. E, de caminho, vais entender por que razão por vezes o problema para caminhar melhor não está nos pés… Está um pouco mais acima: na cabeça.

No sábado de manhã estava pelo centro da vila a fazer algumas compras. Ao passar pela Câmara Municipal, ouço:

—Ouça, ouça!

Olho. Uma mulher faz-me sinais. Aproximo-me e, sem rodeios, diz-me:

—Olhe, ajude-me a descer por ali.

«Por ali» era uma pequena rampa no passeio. Daquelas que existem para passar com um carrinho de bebé, uma cadeira de rodas ou, precisamente, um andador.

A mulher teria setenta e muitos anos. Ia agarrada ao seu andador, mas a sua cara dizia outra coisa: lábios pintados, olhar desperto, e aquele tom afável, mas de comando, de quem está habituada a dizer o que quer.

Ajudo-a. Mas então olho para baixo e vejo os sapatos: com salto ou inclinação traseira. A inclinação fazia com que os dedos praticamente escapassem pela frente.

Não me consegui conter:

—Se a senhora usasse um calçado plano, iria muito mais segura.

A mulher olha para mim, levanta um pé enquanto continua agarrada ao andador e diz-me:

—Mas se são planos!

Fiquei a olhar para o sapato, e depois para ela. E pensei: "Antes morta do que simples."

Vemos o que queremos ver

E aqui está o interessante: aquela mulher era baixa e, seguramente, levava décadas a ver-se melhor com algum salto. Pões uns sapatos planos e, de repente, vês-te estranha, mais baixa, diferente, como se esses sapatos não fossem para ti.

E então surge algo muito humano: vemos o que queremos ver. Inclusive podes levantar um salto à frente de alguém e dizer: —Mas se são planos!

Não há pior cego do que aquele que não quer ver. Sem dúvida.

O termo médio necessário

Não creio que a solução para uma pessoa de setenta e muitos anos que leva a vida inteira a usar salto seja passar amanhã para uma sola de 4 milímetros. Isso seria trocar um problema por outro.

É preciso procurar um termo médio: um calçado largo, estável e com espaço para que os dedos não tenham de procurar a saída pela frente, mas também com alguma elevação traseira para proporcionar conforto e uma certa altura.

Lems Switchback Sandal

Agora no verão, umas sandálias com uma sola generosa e alguma elevação traseira para manter o conforto e a estabilidade.

Mustang Free Lona

Se preferes calçado fechado, estas lonas da Mustang vêm com duas palmilhas diferentes: uma totalmente plana e outra com uma ligeira inclinação entre o calcanhar e a ponta. Para te adaptares ao natural sem o choque de passar de repente para um calçado totalmente plano.

Em determinadas idades, o mais importante é que, quando chegares a uma pequena rampa, não tenhas de gritar: —Ouça, ouça! para que alguém te ajude a descer.

Sem dúvida.

A saúde começa nos teus pés.

— Antonio Caballo

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Estes Lems Switchbacks não são apenas vistosos.

Por detrás do seu design espetacular, esconde-se um detalhe fundamental: um ligeiro drop de 3 mm que suaviza a transição para o pé descalço ou oferece aquela proteção extra no calcanhar quando precisa.

Deixe de lado as botas e liberte os pés com uma sandália todo-o-terreno.

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As Mustang Free são os calçados barefoot respeitosos para o uso diário

Como você sabe, os calçados estreitos estão com os dias contados, e é por isso que as Mustang Free são os calçados respeitosos para mulher e menina que têm tudo o que seus pés precisam para uma postura natural.

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Conto-lhe mais detalhes abaixo.

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